Vamos falar sobre:
O ano da descoberta;
Descobridores;
Administração;
Colonização;
Exploração Económica
Arquipélago da Madeira
Ano da Descoberta: 1418-19
Descobridores: João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Bartolomeu Perestrelo.
Arquipélago dos Açores
Ano da Descoberta: 1427-52
Descobridores: Diogo de Silves, Gonçalo Velho Cabral e Diogo de Teive.
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Administração: As ilhas foram divididas em capitanias-donatarias e entregues pelo Infante D. Henrique a capitães-donatários, com carácter perpétuo e hereditário, que tinham por obrigação promover o seu povoamento e a sua exploração económica. Além disto, também houve o contrato de arrendamento.
Colonização: A colonização da Madeira iniciou-se em 1425 e a dos Açores em 1439, por iniciativa do Infante D.Henrique. Nos Açores, além de colonos originários do Continente, fixaram-se também muitos flamengos.
Exploração Económica: Madeira - começou por se explorar as riquezas naturais (madeira e peixe) e, depois, introduziram-se as culturas de cereais, da cana-de-açúcar, trazida da Sicília, e de vinho.
Açores - o aproveitamento económico consistiu especialmente na criação de gado, no cultivo de cereais e de plantas tintureiras, como o pastel e a urzela.
O problema da alimentação a bordo vai ser uma constante ao longo dos séculos XV e XVI, uma vez que se mantêm as mesmas deficiências na armazenagem dos alimentos, ou seja a mesma ambição dos feitos responsáveis pelo abastecimento dos navios e a mesma falta de higiene do vasilhame.
Além dos ajustes de horário das refeições, às condições de navegação, haviam também as naturais limitações produzidas pelo próprio acanhamento dos veleiros e riscos implicados pelos fogos e lumes advindos das cozinhas. A bordo havia 2 fogões, situados no convés, um de cada lado do navio, da qual todos tinham de se servir.
Principais alimentos:
De seguida, dar-vos-emos a conhecer o exemplo de uma lista de alimentos: o biscoito, enchidos de toda a espécie, bolacha, vinho tinto, queijo, bacalhau, azeite, vinagre, sal, arroz, grão-de-bico, presunto, carnes e peixes, conservas – frutos secos (damasco, figos, ameixas, amêndoas, avelãs, e nozes); ervas aromáticas: alho, cebola, picante, louro, mostarda, orégãos, entre outros.
Para conservar alguns destes alimentos mantinha-se as barricas cheias de sal.
Um dos principais problemas da alimentação a bordo, residia na qualidade da água, pois a falta de escalas na viagem fazia com que os navios usassem em todo o percurso a água do primeiro abastecimento em Lisboa, ou então quando se faziam escalas abasteciam-se os navios.
A partir do Séc. XVIII demonstrou-se que a ração alimentar com frutos cítricos (laranja e limões) evitavam o escorbuto, no Séc XIX foi determinado que a ingestão de arroz integral (em substituição do arroz polido) prevenia a ocorrência de beribéri.
Os víveres são embarcados consoante o plano da viagem, rota, tipo de embarcação. As caravelas, naus e galeões transportavam também animais vivos, tais como: galinha, coelho, carneiros, entre outros.
A culinária, não é um valor estático na cultura dos povos. Os Descobrimentos logo irão incutir novas receitas. Progressivamente, à medida que novas terras vão sendo desvendadas, novos pratos e temperos são adicionados à cozinha metropolitana, outros são levados para o exterior e muda-se, de uma terra para outra do império luso, géneros, plantas e alimentos que irão, pouco a pouco tornar-se familiares a esses povos e populações do universo português.
--> A falta de frutos e vegetais causava o escorbuto.